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O que é o Social Bait?
Publicado em Blogs por Fernando Amaral
Hoje dei por mim a escrever mais em blogs alheios do que escrevo normalmente num post no meu próprio blog. Esta produção de conteúdo (de qualidade!) gratuito deixou-me a pensar, e acabei por ter uma visão – o Social Bait.
Toda a gente sabe o que é Link Bait, a arte de publicar qualquer conteúdo que leve as outras pessoas a criar links espontâneos nos seus sites para esse mesmo conteúdo. Pode ser um artigo de opinião, um guia, uma oferta, um vídeo do teu gato ou outra coisa qualquer, desde que gere links. As vantagens são óbvias: tráfego a curto prazo e SEO a longo prazo. O conceito é sobejamente conhecido, se pesquisarem “link bait” no Google encontram 151.000 resultados e “linkbait” é ainda mais comum, com 207.000 respostas.
O Social Bait é um conceito novo e praticamente não tem expressão no Google, porque eu acabei de o inventar! Como tal, pode ser aquilo que eu entender. Cá vai.
Social Bait é a arte de criar conteúdo e divulgá-lo online de uma forma capaz de gerar uma cadeia de interacções na web social.
Simples, não é? Vamos ilustrar com um exemplo fictício.
A ideia
Em primeiro lugar é preciso criar o conteúdo. No caso de um blogger, será um artigo. Convém que o tema seja interessante, polémico, apele ao comentário fácil, ao ego de alguns, possivelmente até à revolta de outros. De preferência um assunto que toque algumas pessoas muito directamente, mas sobre o qual qualquer pessoa tenho algo a dizer (nem que seja mal).
Como exemplo fictício, podíamos criar uma lista dos 21 bloggers mais influentes na blogosfera portuguesa. Não é fácil e será sempre uma análise subjectiva, mas o título dá uma vontade irresistível de ir espreitar.
O pontapé de saída
Se vamos levar isto a sério, primeiro perdemos umas horas a escrever um artigo com pés e cabeça. Agora que já temos artigo e um título com números e buzz words, há que por a bola a rolar.
O título puxa cliques, mas é preciso que o chegue até às pessoas, senão o movimento não começa. Para isso contamos com a nossa audiência regular, no blog e por RSS, mas não só. É claro que vamos promover o seu artigo em redes sociais como o Twitter ou o Facebook, incentivando sempre o re-tweet (ou re-facebook?). Também podemos submeter o artigo a agregadores e tudo o mais que cada um tiver no seu arsenal particular de divulgação. Quanto maior a audiência que temos na nossa mão, mais provável que a bola de neve venha a crescer.
Por outro lado, o nosso post fictício tem 21 links para 21 bloggers muito influentes, e é essencial que eles saibam disso. Tal como o Google encontra os nossos sites sem os submetermos, também a maioria dos visados devem descobrir o artigo sem fazermos mais nada. Mas se estiver díficil… um contacto (directo ou indirecto) via MSN, Twitter, Facebook ou e-mail pode dar uma ajuda preciosa.
O Social Bait em acção
A partir deste ponto ou acontece o Social Bait, ou não acontece mais nada. Tudo depende da arte e do engenho de cada um e também de vários factores aleatórios.
Se o artigo original tiver muito mais comentários do que é habitual no nosso blog, o Social Bait funcionou. Conseguimos por as pessoas a socializar dentro do nosso espaço, o que é sempre bom. Neste caso, se os bloggers alvo o fizerem, conseguimos por pessoas influentes a socializar dentro do nosso espaço, o que é melhor ainda! Tal como o PageRank flui de um site para o outro através do link, um bocadinho do PersonalityRank (outra invenção minha!) da pessoa que comenta, flui para o autor do conteúdo.
Se vários seguidores no Twitter ou Facebook republicarem o nosso link, a Web Social está a actuar em nosso favor. São mais olhos que vão passar no nosso blog e uma série de novas interacções que podem ser desencadeadas a partir daí.
Se alguns dos premiados com a distinção de “blogger mais influente” fizer um post sobre o assunto, estamos mesmo cheios de sorte, já que esse blogger é, por definição, influente. Um link de volta é sempre bem-vindo, mas não é obrigatório para o Social Bait ter sido eficaz. O que vai acontecer certamente é que mais pessoas vão comentar no blog em questão, não contribuindo para o nosso contador de comentários, mas aumentando o buzz geral do assunto na web.
Podemos ter umas dezenas de comentários no artigo original, o que é sempre agradável, mas se contarmos com os posts gerados a partir do nosso, podemos chegar a números muito mais impressionantes de comentários relacionados com o que nós escrevemos. Isto sim, é ser um blogger influente dentro da blogosfera!
O Viral!
E isto é um ciclo positivo, porque cada nova interacção, seja um tweet, um post ou comentário num blog ou o simples “passa a palavra” via MSN, é geradora de novas interacções. Até que a coisa deixa de ter interesse e morre, naturalmente.
Ou então, se o interesse for tão grande e tão exponencial que o assunto dá a volta ao mundo e volta a tocar-nos, vindo de todas as direcções, podemos dizer que o nosso Social Bait gerou um… (música celestial) … Viral! O Santo Graal da Web Social. Infelizmente, um viral não se cria, acontece.
O meu caso
Voltando ao Social Bait, os objectivos são que falem de nós e que falem connosco. Eu fi-lo antes de inventar o termo, com um artigo dirigido directamente ao Marco Bitaites, e consegui que ele viesse cá comentar pela primeira vez (e provavelmente última). Pelo menos, enquanto cá andou, trocou bitaites com os meus leitores regulares. Essa subida na fasquia dos comentários fez com que mais alguns VIPs saíssem da sombra e comentassem também. O resultado foram 40 comentários, muito conteúdo e um nível de participação acima da média, tanto em quantidade como em qualidade.

Foi um bom começo, mas não gerou discussões noutros blogs, muito por culpa do Marco que concordou comigo e não ripostou. Por um lado a minha audiência neste blog é limitada, por outro os comentadores foram unânimes em dar-me razão, e o assunto morreu na mesma página em que começou. Tive tanto cuidado em defender o meu caso, que não houve espaço para a polémica e a discórdia. O que foi bom, à sua maneira, mas travou a discussão.
O caso do Nuno
Este caso já eu descrevi no meu exemplo fictício. Os 21 bloggers mais influentes na blogosfera portuguesa é um artigo real (supresa!), gerou 69 comentários (até agora) num blog que tem média abaixo de 10, muitos dos bloggers homenageados comentaram lá, alguns criaram posts nos seus blogs sobre isso (com ou sem link, concordando ou discordando) e alguns dos bloggers influentes que não foram mencionados também se manifestaram.

Quem saiu mais influente desta história toda, foi o próprio Nuno, que não está na lista! Foi acusado de Linkbait por muita gente (por mim, logo no primeiro comentário), mas o que ele fez foi Social Bait. Porque eu inventei o termo e digo que sim.
A prova está aqui: twittei o artigo, perdi imenso tempo a comentar o artigo dele em vários blogs, agora perdi ainda mais tempo a escrever sobre isso… mas não coloquei um link para o artigo nem disse se eu fui um dos bloggers mais influentes da blogosfera portuguesa! Se ainda não sabem, usem o Google e descubram.
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12 comentários a “O que é o Social Bait?”
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Análise genial!
Mas a razão de o meu caso ter tido mais sucesso que o teu é óbvia, nota-se na imagem que colocaste. Eu já estava preparado para incendiar ânimos e responder à altura a qualquer um. Tu fizeste o post quase que à procura da aprovação do Marco. Eu ao contrário já me estava a colocar no mesmo patamar e pronto para mandar passear quem de mim discordasse, pois era a minha opinião e ela vale o que vale, pelo menos para mim.
No fundo acho que se juntou uma série de factores para funcionar. O mais importante é não ter medo de postar! E ainda bem que assim foi.
Além de que tu atiraste o isco a 21 peixes graúdos e eu apenas a 1
É verdade que com o Marco eu temia duas coisas:
- ser ignorado
- levar com uma resposta à bitaites que me deixasse de rastos
Fui cauteloso, não aconteceu nem uma coisa nem outra, mas também não gerou polémica.
Bom artigo. Gostei do teu conceito e não podia estar mais de acordo.
Já conhecia o post dos 21 bloggers e tenho acompanhado.
Isto é tal e qual como aquelas publicidades de algumas empresas que toda a gente fala e diz mal, mas no fundo as empresas cumprem os objectivos com essas publicidades – serem faladas.
Na blogosfera é semelhante e acho que este conceito só o vem confirmar.
Abraço!
O artigo esta ótimo…
Obs: achei o termo Social Bit relevante…
Esse termo vai bombar…
O termo já tem alguns anos…
O que existe refere-se apenas a fazer conteúdo para aparecer em agregadores estilo Digg ou a fazer conteúdo para ser publicado em redes sociais. O conceito foi apontado aqui e ali mas nunca se tornou de facto num termo generalizado como é o caso do linkbait.
Mais um que comentou no artigo do Nuno e fez um post sobre o assunto, mas não linkou!
http://bitaites.org/outros-blogues/bloggers-influentes
Dantes apelava-se ao ego dos bloggers e eles linkavam orgulhosos, agora é ao contrário, eles sentem o ego ferido se acharem que caíram num linkbait, por isso comentam sem link.
O valor do link é inversamente proporcional aquilo que custou a ganhar…
Eu não meti link só para chatear…
Considera-o um exemplo de anti-social bait!
Oh Marco eu perdi tanto tempo a explicar que o Social Bait não tem como objectivo primário os links e tu dizes isso?
Foi Social Bait porque:
- Tu comentaste no blog dele (costumas comentar lá?)
- Tu fizeste um post sobre o post dele.
- Devido a essas duas reacções tuas e de outros (ex: Paulo Querido, Custódio), o assunto ganhou mais relevância e eu acabei por fazer este post, vários tweets, que foram por sua vez replicados.
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Estás a ver a sequência de interacções sociais? Tu fizeste parte delas desde o início, com um peso maior que o blogger comum.
Só serias anti-social bait se tivesses ignorado o assunto. Por exemplo, o Markl e o Pacheco Pereira eram alvos muito complicados e até agora não reagiram. As celebridades B, morderam o isco
Estava na brincadeira, pá.